Comunidades de Interesse

James L. Barksdale, que foi presidente e diretor executivo da Netscape Communications Corporation entre os anos de 1995 até 1999, escreveu, à época, um capítulo intitulado “Tecnologia de comunicação em comunidades organizacionais dinâmicas” no livro editado pela Peter Drucker Foundation “A Comunidade do Futuro – ideias para uma nova comunidade“. Nesse texto ele conclui:

“Será que as ferramentas fornecidas pela nova tecnologia de comunicação fornecerão todas as respostas que as organizações precisarão para criar comunidades importantes e relevantes? É claro que não. Haverá perigos e armadilhas? Com certeza. Um perigo da comunicação escrita é que as insinuações sutis frequentemente fornecidas pela linguagem não verbal são perdidas. O humor pode ser facilmente mal compreendido. Outro perigo é que às vezes a comunicação por Internet, onde as pessoas não se deparam com as consequências de seus comentários, pode na realidade se tornar mais rude que outras formas de comunicação. Minha esperança é que a agressividade disfuncional se reduza depois que a novidade se desgastar e a comunicação de grupo por meio da Internet se torne mais positiva e produtiva… 

Nesse novo mundo (a Era da Informação), organizações de todos os três setores – privado, público e social – estarão ‘no negócio’ de criar comunidades. O uso inteligente da nova tecnologia de comunicação pode ajudar as organizações a criar comunidades por interesse pelo aperfeiçoamento da qualidade das interações através do tempo e do espaço, criando equipes, derrubando paredes e aproximando as pessoas.

Essas novas comunidades por interesse podem beneficiar não apenas as organizações, mas também seus clientes, fornecedores e parceiros, assim como a nossa sociedade em geral.”

Esse pequeno texto mostra as dúvidas que mesmo os maiores responsáveis pela disseminação da Internet em nossas vidas já tinham diante das novas formas de imaginar a comunicação e a relação entre as pessoas. Mostra, também, o imenso potencial que essas ferramentas prometiam para transformar o contexto social ao aproximar cidadãos tão distantes quanto diferentes em suas culturas. 

Cabe-nos usar adequadamente a Internet para ocupar de forma responsável os espaços hoje dedicados à pedofilia, drogas, incentivo à violência, satanismo e outros temas que transformam a maior via de comunicação já criada pelo Homem, numa ameaça diária, dentro de nossas casas, ao equilíbrio mental e espiritual de nossos filhos.

Vale ressaltar ainda no texto a criação das chamadas “comunidades por interesse”. Esse é um nome dado para destacar as diferenças que ocorrem nos dias atuais quando uma pessoa decide participar voluntariamente de uma comunidade que compartilha seus valores. Antes, a participação em certas comunidades era imposta socialmente ou por influências familiares, caso das religiões, times de futebol, clubes e outras. Essa uma diferença fundamental: o livre arbítrio que temos agora para participar, ou não, de comunidades coesas que buscam ajudar a sociedade como um todo com a sua particular colaboração.

E você? Como tem contribuído na formação de uma comunidade construtiva que ocupe espaços com valores éticos e sociais capazes de reformularem os atuais níveis de injustiça social e violência.

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Livelab